domingo, 6 de maio de 2012

[Resenha] A Bússola de Ouro - Philip Pullman


Título: A Bússola de Ouro - Trilogia Fronteiras do Universo - Volume 01
Título original: Northern Lights - His Dark Materials - Book One
Autor: Philip Pullman
Editora: Objetiva
Páginas: 365
Tradução: Eliana Sabino
Ano: 2007






Sinopse
Quando Lyra recebe o aletiômetro estranho e misterioso, se inicia uma jornada extraordinária para as terras geladas do Ártico, onde clãs de bruxas e ursos de armadura travam uma luta decisiva. Seu destino terá conseqüências inimagináveis, muito além do mundo em que ela vive...

Citação
A luz enchia todo céu ao Norte, sua imensidão mal podia ser concebida. Como se presas no próprio céu, grandes cortinas de delicada luz pendiam e estremeciam. Com tons de verde claro e rosa, transparentes como a renda mais fina, e tendo como bainha uma faixa de púrpura profundo e gritante como as chamas do inferno. Elas bailavam e cintilavam com mais graça do que a mais graciosa bailarina. Lyra chegou a pensar que as escutara: um sussurro intenso e distante. No meio daquela delicadeza evanescente, aquilo a comovia, era muito lindo, quase sagrado. Ela sentiu lagrimas nos olhos, e as lagrimas dividiram ainda mais a luz do arco íris prismático.


Intrépidas Aventuras

Lyra Belacqua é uma criança normal com um grande quintal para brincar: a Faculdade Jordan, em Oxford. Sua vida, junto com seu dimon, Pantalaimon é perfeita! Cheia de aventuras que hora são guerras, hora pirataria, hora exploração de catacumbas, Lyra tinha encontrado, até aquele momento, uma coisa que a fizesse temer verdadeiramente.

Mas, de repente, essa vida perfeita vira de cabeça para baixo, quando os temidos e misteriosos Gobblers, que roubam criancinhas, levam seu melhor amigo (depois de Pantalaimon, é claro) Roger e Billy Costa, um menino gípcio, seu conhecido. Tudo isso, ao que parece, por causa de um misterioso e quase invisível “pó”.
A partir daí, Lyra vai vivenciar aventuras muito maiores – e melhores – do que aquelas que sua fértil imaginação conseguiria, por ventura, calcular! Perigos reais, alianças, longas jornadas e belíssimas paisagens. Tudo isso está no caminho de Lyra. E até mais. Ela encontrará a verdade.

O livro, que é divido em três partes, foi uma experiência deliciosa! No início você precisa se munir de paciência e cautela, pois o autor nos brindou com uma espécie de universo paralelo, onde encontramos fatos e objetos do passado, do presente e do futuro.

Uma outra deliciosa viagem do autor foi a de renomear objetos, entre outras coisas, com nomes diferentes, mas que ao mesmo tempo, conservam traços da nomenclatura antiga, para que você saiba, ou pelo menos imagine, do que se trata. Como, por exemplo, os gípcios  e o óleo pétreo.

Esta capacidade do autor, de transformar o mundo de A Bússola de Ouro num universo paralelo, tão rico em descrições e detalhes, sem nunca perder a mão, que te arrasta lá para dentro sem te cansar é um dos melhores pontos do livro.

A narrativa de Philip Pullman te deixa um pouco zonza, a princípio, mas ao mesmo tempo, é tão rica, que nos impede de desinteressar do livro – o que definitivamente seria uma lástima se ocorresse, uma vez que a história fica melhor, a cada capítulo que passa.

Para quem curte Física Quântica, assim como eu, o livro trará um sabor especial, uma vez que a grande missão de Lyra tem início justamente com o vislumbre de uma cidade, pertencente à uma dimensão paralela, através de Aurora Boreal. Além do fato de ser o mundo retratado na história, ele próprio, algo situado aqui e além, segundo o nosso ponto de vista, enquanto leitor.

Terminei de ler o livro com muito mais vontade de ver a Aurora Boreal para procurar uma cidade lá dentro e de conhecer um panserbjorne.

Vou, definitivamente ler “A Faca Sutil”, segundo volume da trilogia Fronteiras do Universo, para saber a onde o Pó e o destino levarão Lyra, desta vez!


Skoob:
Página de A Bússola de Ouro no Skoob, aqui.

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