Título: A Vidente
Título original: If He's Wicked
Autor: Hannah Howell
Editora: Lua de Papel
Páginas: 207
Tradução: Silvia Rezende
Ano: 2011
Sinopse:
Estamos no século XVIII, na Inglaterra georgiana. Como todas as gerações de sua família, Chloe Wherlocke possui habilidades especiais, e o seu dom é enxergar além da visão física.
Em 1785 ela prevê a morte de uma mulher que acabara de dar à luz e toda uma trama para atender a motivos escusos. Ao encontrar uma criança abandonada ao lado do corpo da mãe, ela salva o bebê e o cria escondido do mundo. Fazia isso por amor, mas talvez houvesse neste gesto alguma força do destino...
Com o passar dos anos, Chloe descobre que o encontro com a criança não havia sido uma simples coincidência e nota, pouco a pouco, um desenrolar de acontecimentos que envolviam todos os membros de sua família, num jogo de traições, mentiras e assassinatos.
Consciente de tudo, ela precisa ser rápida para salvar a vida do pai do menino, o conde Julian Kenwood, e avisá-lo que o filho não morreu. Mas, ao se aproximar da família Kenwood, Chloe percebe seu sentimento de proteção por Julian se transformar enquanto a cada momento tudo fica mais perigoso.
Citação:
“Chloe permaneceu encolhida sob a colcha, observando ele se vestir. O homem não tinha um pingo de vergonha, ela pensou, quase sorrindo. Era ao mesmo tempo agradável e estranho compartilhar um quarto com um homem, vê-lo se vestir e se barbear e fazer todas as coisas que os homens fazem. Isto a fazia se sentir próxima dele.
É claro que agora ela precisava e queria muito mais do que esta compatibilidade que eles pareciam ter em comum. Ela queria ser amada por Julian. A idéia quase a fez rir. Ele estava tão acima do seu alcance, um homem rico e com um título que era tudo que muitas mulheres queriam. Ela tinha sua paixão e confiança, e sabia que ele gostava dela. De algum modo ia ter de aprender a se satisfazer com isso. Assim como iria ter de aprender a não sofrer com o fato de que o homem que ela amava não retribuía seu amor.”
A Vidente
Chloe Wherlocke é descendente de uma linhagem que vem conservando, ao longo dos séculos, traços – ou “dons”, como ela diz – sobrenaturais. Em 1785, nossa protagonista tem uma visão com uma mensagem de vida e morte que a entrega uma missão.
Em 1788, após três longos anos de espera, Chloe e seu primo Leopold Wherlocke vêem chegar, finalmente, o momento de agir. As vidas do Conde Julian de Kenwood, senhor de Colinsmoor, e de seu filho, Anthony, depende deles.
Chloe precisa fazer uso de seu dom da profecia para evitar que aqueles que tramam a morte do Conde tenham sucesso. Mas o destino tinha mesmo que fazer deste homem, uma criatura tão atraente e tão sedutora?
Eu não tinha grandes expectativas a respeito da história, quando comecei a ler o livro. Isso foi bom, pois desta forma eu não me decepcionei.
O meu gênero literário favorito é, sem dúvida, o Romance Histórico. Gosto de passar meus momentos de leitura viajando por outras épocas e costumes. E sempre espero que a narrativa consiga me envolver, me transportar para dentro da história e que tenha descrições suficientes para me ajudar a criar o cenário. Espero, também, que estas descrições passem pelas roupas, penteados e tudo o mais que for necessário para me ajudar a construir a imagem dos personagens.
Já que eu não estou vivendo naquela época, gosto que o autor consiga me iludir e me fazer pensar que eu sou uma espectadora, ou uma mosquinha presente naqueles lugares, naquelas situações tão distintas daquelas que vivemos hoje.
Neste sentido, a narrativa de Hannah Howell é pobre e, em alguns casos, até demonstra despreocupação (ou ignorância – embora prefira acreditar que seja despreocupação) com detalhes concernentes aos trajes e suas implicações nos movimentos e comportamentos.
Até existe uma tentativa da autora de ambientar o leitor com os costumes da época, mas eles não são, nem de longe, suficientes para alcançar o objetivo. Quem leu “Luxo” de Ana Godbersen, provavelmente sabe de que tipo de imersão no ambiente da época eu estou me referindo.
Os pontos fortes e momentos melhor narrados em “A Vidente” são os momentos de intimidade sexual entre os personagens, o que eu não considero o melhor lugar onde sustentar um romance histórico. Não li outros livros da autora, mas tive umas dicas de que é bem por aí que ela tenta segurar seus leitores.
Porém, uma vez que a história não tenha a intenção de revolucionar a sua vida e nem de dar um novo sentido às suas experiências já vividas; e uma vez que seu único propósito seja entreter, basta que você se pré-disponha a “ouvi-la”. A aventura vivida por uma jovem que teria vivido na Inglaterra Georgiana (de uma dimensão paralela, provavelmente), numa cidade repleta de gente bem-intencionada, governada por um Conde gentil, fiel e respeitável, que sofre uma tremenda traição e se sente perdido. Por sorte, ou, na verdade, pelas forças obscuras do destino, esta moça e o jovem Conde têm seus caminhos entrelaçados e precisam superar as mágoas e esquecer as cicatrizes das antigas feridas para encontrarem a felicidade.
Se você pensar assim, antes de começar a ler o livro, eu tenho certeza de que pode experimentar agradáveis, singelos e ardentes momentos com “A Vidente” de Hannah Howell.
Booktrailer:
Para variar, o trailer é sempre bem melhor do que o produto que ele representa...
Skoob:
Página de A Vidente, de Hannah Howell no Skoob,
aqui.
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